terça-feira, 10 de abril de 2018

A história do empresário que sobreviveu a um violento atentado e hoje é coach profissional


Eduardo Anton, 37 anos, esteve entre a vida e a morte em 2013 e agora, recuperado, escreveu o livro Inesperado com o objetivo de mostrar às pessoas que ter uma deficiência não é o fim do mundo. Ele buscou uma nova trajetória profissional devido as sequelas adquiridas e hoje atua como coach profissional



Imagine a seguinte cena. Você chega em casa, uma moto está parada do outro lado da rua e o carona saca uma arma de fogo, efetuando um disparo que atinge a sua barriga. Ato contínuo, desce da moto, caminha até você e dá um tiro na sua testa e outros dois pelas costas, na base do crânio. Milagrosamente, você continua lúcido até chegar no hospital, onde é induzido ao coma. Permanece neste estado por 12 dias e sai de lá quase sem sequelas graves.

Parece enredo de filme de violência, daqueles vistos na televisão, não é mesmo? Mas não é. Essa história aconteceu, de fato, há cinco anos com o empresário Eduardo Anton, em São Francisco do Sul. Com muito esforço, Eduardo aprendeu a lidar com as limitações e agora repassa esse conhecimento a profissionais com sequelas decorrentes de doenças e/ou acidentes e portadores de deficiência. Por meio do processo de coaching, Eduardo leva a pessoa ao autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, com o objetivo de atingir a realização pessoal e profissional.

Ex-diretor de uma empresa de transporte de cargas com unidade em São Francisco do Sul, Eduardo foi violentamente atacado na noite do dia 25 de março de 2013. Ele chegava à casa do irmão para se encontrar com seus pais, a mulher grávida de cinco meses e suas duas filhas. Ao desembarcar do carro, viu dois homens parados em frente à casa, sentados em uma motocicleta, à espera para cometer o crime.

O mais inquietante de tudo isso é que, apesar da violência do ataque, Eduardo chegou ao hospital consciente, conversando com os médicos. Mas a situação era grave e para ter chance de sobrevivência, ele precisou ser rapidamente medicado e transferido de ambulância para outra unidade hospitalar de Joinville, distante cerca de 50 quilômetros.

Para a sorte de Eduardo, os tiros não atingiram artérias nem romperam o intestino. Ainda assim, ele foi induzido ao coma e passou por uma cirurgia de emergência para diminuir a pressão causada pelo inchaço do cérebro. Foram quase duas semanas de angústia para a família e para a vítima, que consegue lembrar em detalhes dos momentos que antecederam o atentado e o período que esteve em coma.

Eduardo viveu um longo período de reabilitação física e psicológica, se recuperando bem, mas ficou com sequelas neurológicas permanentes, entre as quais, a limitação do campo visual, déficit de atenção, de concentração e alterações comportamentais.

Passados cinco anos do atentado e vivendo um novo momento profissional, Eduardo lança agora o livro Inesperado, obra escrita em parceria com o amigo, compadre e jornalista Carlos Eduardo Rodrigues Bortolot e que conta o drama vivido pelo autor e a sua família. No texto, ele mostra como lidaram e superaram esta experiência tão dolorosa, que modificou suas vidas de uma hora para a outra.

O recomeço


Eduardo se reergueu e deu um novo sentido à vida depois da tragédia. Com a ajuda de psicólogos e psiquiatras, foi guiado a um processo de autoconhecimento. Por causa das sequelas, Eduardo perdeu a capacidade de gerir empresas, porém, descobriu e desenvolveu uma habilidade até então desconhecida, a de coach, especializando-se em ajudar as pessoas a superar os desafios da vida.

“A contribuição social tornou-se mais que o principal valor da minha vida. Tornou-se o propósito dela. Não por acaso, eu descobri e me realizei pessoal e profissionalmente como coach”, reforça. 

Segundo Eduardo, o papel do coach não é o de criar uma planilha com regras que devem ser colocadas em prática. O coach tem o papel de estimular a pessoa a entender o problema, a descobrir limitações e a buscar suas qualidades. Hoje, aos 37 anos, além de realizar palestras, Eduardo ajuda pessoas a superarem momentos difíceis.

“Não escrevi esse livro para ganhar dinheiro. Quero ajudar as pessoas que passam por situações inesperadas como a que eu passei. Mostro que, por mais desesperadora que a situação nos pareça, não o fim do mundo. Quando temos objetivos, planejamento e disciplina, superamos desafios e alcançamos metas que, à primeira vista, nos parecem inalcançáveis. 

Depois que se recuperou do atentado, Eduardo lembra que tentou voltar ao trabalho que desempenhava antes, mas não conseguiu.

“Percebi que estava incompetente para a função. Então, conclui que precisava mudar e mudei. É isso que eu mostro para os meus clientes. Diante do inesperado, é possível, sim, superar os desafios da vida” explica.

O livro Inesperado, que conta a história de Eduardo Anton, tem 171 páginas e tiragem inicial de mil exemplares. Foi impresso na Gráfica e Editora Movimento e cada exemplar será vendido por R$ 25. A obra foi custeada pelo próprio autor e o lucro obtido com a venda será doado para entidades beneficentes. Pelo site do autor – www.eduanton.com.br -, o internauta também pode comprar o livro e ter acesso a prestação de contas das doações.


Pré-lançamento

No dia 19 de abril, Eduardo Anton promove o pré-lançamento do livro Inesperado para um grupo de convidados, no Teatro da Liga, no Centro de Joinville. Posteriormente, será realizada uma sessão de autógrafos aberta ao público em data e horário a ser confirmado.


O profissional


  • Três anos após sofrer o atentado criminoso, Eduardo Anton concluiu a formação de coach profissional pela Sociedade Latino Americana de Coaching. 
  • No ano seguinte, se especializou em coaching de carreira pelo Instituto Maurício Sampaio. 
  • Hoje, é coach especializado em ajudar pessoas com deficiência física (PCD) ou sequelas. 
  • Atua como consultor e palestrante. Para saber mais informações sobre Eduardo Anton acesse o site www.eduanton.com.br.


Contato para entrevistas
Jean Balbinotti (assessor de imprensa)
(47) 98882-0822 (whatsApp)
jean.balbinotti@hotmail.com




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