Eduardo
Anton, 37 anos, esteve entre a vida e a morte em 2013 e agora, recuperado,
escreveu o livro Inesperado
com o objetivo de mostrar às pessoas que ter uma deficiência não é o fim do
mundo. Ele buscou uma nova trajetória profissional devido as sequelas
adquiridas e hoje atua como coach profissional
Imagine
a seguinte cena. Você chega em casa, uma moto está parada do outro lado da rua
e o carona saca uma arma de fogo, efetuando um disparo que atinge a sua
barriga. Ato contínuo, desce da moto, caminha até você e dá um tiro na sua
testa e outros dois pelas costas, na base do crânio. Milagrosamente, você
continua lúcido até chegar no hospital, onde é induzido ao coma. Permanece
neste estado por 12 dias e sai de lá quase sem sequelas graves.
Parece
enredo de filme de violência, daqueles vistos na televisão, não é mesmo? Mas
não é. Essa história aconteceu, de fato, há cinco anos com o empresário Eduardo
Anton, em São Francisco do Sul. Com muito esforço, Eduardo aprendeu a
lidar com as limitações e agora repassa esse conhecimento a profissionais com
sequelas decorrentes de doenças e/ou acidentes e portadores de deficiência. Por
meio do processo de coaching, Eduardo leva a pessoa ao autoconhecimento e
desenvolvimento pessoal, com o objetivo de atingir a realização pessoal e
profissional.
Ex-diretor
de uma empresa de transporte de cargas com unidade em São Francisco do Sul,
Eduardo foi violentamente atacado na noite do dia 25 de março de 2013. Ele
chegava à casa do irmão para se encontrar com seus pais, a mulher grávida de
cinco meses e suas duas filhas. Ao desembarcar do carro, viu dois homens
parados em frente à casa, sentados em uma motocicleta, à espera para cometer o
crime.
O
mais inquietante de tudo isso é que, apesar da violência do ataque, Eduardo
chegou ao hospital consciente, conversando com os médicos. Mas a situação era
grave e para ter chance de sobrevivência, ele precisou ser rapidamente medicado
e transferido de ambulância para outra unidade hospitalar de Joinville,
distante cerca de 50 quilômetros.
Para
a sorte de Eduardo, os tiros não atingiram artérias nem romperam o intestino.
Ainda assim, ele foi induzido ao coma e passou por uma cirurgia de emergência
para diminuir a pressão causada pelo inchaço do cérebro. Foram quase duas
semanas de angústia para a família e para a vítima, que consegue lembrar em
detalhes dos momentos que antecederam o atentado e o período que esteve em
coma.
Eduardo
viveu um longo período de reabilitação física e psicológica, se recuperando
bem, mas ficou com sequelas neurológicas permanentes, entre as quais, a
limitação do campo visual, déficit de atenção, de concentração e alterações
comportamentais.
Passados
cinco anos do atentado e vivendo um novo momento profissional, Eduardo lança
agora o livro Inesperado, obra escrita em parceria com o amigo, compadre
e jornalista Carlos Eduardo Rodrigues Bortolot e que conta o drama vivido pelo
autor e a sua família. No texto, ele mostra como lidaram e superaram esta
experiência tão dolorosa, que modificou suas vidas de uma hora para a outra.
O recomeço
Eduardo
se reergueu e deu um novo sentido à vida depois da tragédia. Com a ajuda de
psicólogos e psiquiatras, foi guiado a um processo de autoconhecimento. Por
causa das sequelas, Eduardo perdeu a capacidade de gerir empresas, porém,
descobriu e desenvolveu uma habilidade até então desconhecida, a de coach,
especializando-se em ajudar as pessoas a superar os desafios da vida.
“A contribuição social tornou-se mais que o
principal valor da minha vida. Tornou-se o propósito dela. Não por acaso, eu
descobri e me realizei pessoal e profissionalmente como coach”, reforça.
Segundo
Eduardo, o papel do coach não é o de criar uma planilha com regras que devem
ser colocadas em prática. O coach tem o papel de estimular a pessoa a entender
o problema, a descobrir limitações e a buscar suas qualidades. Hoje, aos 37
anos, além de realizar palestras, Eduardo ajuda pessoas a superarem momentos
difíceis.
“Não
escrevi esse livro para ganhar dinheiro. Quero ajudar as pessoas que passam por
situações inesperadas como a que eu passei. Mostro que, por mais desesperadora
que a situação nos pareça, não o fim do mundo. Quando temos objetivos,
planejamento e disciplina, superamos desafios e alcançamos metas que, à
primeira vista, nos parecem inalcançáveis.
Depois
que se recuperou do atentado, Eduardo lembra que tentou voltar ao trabalho que
desempenhava antes, mas não conseguiu.
“Percebi
que estava incompetente para a função. Então, conclui que precisava mudar e
mudei. É isso que eu mostro para os meus clientes. Diante do inesperado, é
possível, sim, superar os desafios da vida” explica.
O
livro Inesperado, que conta a história de Eduardo Anton, tem 171 páginas
e tiragem inicial de mil exemplares. Foi impresso na Gráfica e Editora
Movimento e cada exemplar será vendido por R$ 25. A obra foi custeada pelo
próprio autor e o lucro obtido com a venda será doado para entidades
beneficentes. Pelo site do autor – www.eduanton.com.br -, o internauta também pode comprar o livro e ter acesso a prestação de contas
das doações.
Pré-lançamento
No
dia 19 de abril, Eduardo Anton promove o pré-lançamento do livro Inesperado
para um grupo de convidados, no Teatro da Liga, no Centro de Joinville.
Posteriormente, será realizada uma sessão de autógrafos aberta ao público em
data e horário a ser confirmado.
O profissional
- Três anos após sofrer o atentado criminoso, Eduardo Anton concluiu a formação de coach profissional pela Sociedade Latino Americana de Coaching.
- No ano seguinte, se especializou em coaching de carreira pelo Instituto Maurício Sampaio.
- Hoje, é coach especializado em ajudar pessoas com deficiência física (PCD) ou sequelas.
- Atua como consultor e palestrante. Para saber mais informações sobre Eduardo Anton acesse o site www.eduanton.com.br.
Contato
para entrevistas
Jean
Balbinotti (assessor de imprensa)
(47) 98882-0822 (whatsApp)
jean.balbinotti@hotmail.com

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